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9 de ago. de 2015

(15 Filmes Para o Vestibular #02) Olga

Olá, pessoal. Em primeiro lugar, queria pedir desculpas pela atitude vergonhosa de furar com a meta de trazer um post toda semana aqui pra vocês. Não cumprir metas são coisas que quase sempre ando fazendo, e às vezes é inevitável. Só posso dizer que errei e estou profundamente arrependido. O jeito agora é postar mais vezes numa mesma semana, até que a situação volte ao normal. Então, ao atualizar a lista com os quinze filmes, posso voltar a postar no ritmo prometido no início, ou seja: uma publicação a cada semana. Em segundo lugar, pra quem não faz a menor ideia do que estou falando, aqui está o link de iniciação ao projeto: 15FPV. Assim sendo, vamos com tudo, pois o tempo é curto e o ENEM está chegando!!!

Assim como no título, o filme a ser falado será Olga. Ela foi, talvez, uma das vítimas do Holocausto mais conhecida. Nasceu em Munique, em 1908, e desde jovem já entrara em contato com os ideais comunistas da época. Olga participava de revoltas populares, e no filme, ela é retratada como uma personagem corajosa e extremamente cativante. Olga fazia parte de manifestações sem medo de ser espancada por militares, arriscando a própria vida em nome da justiça e da revolução comunista. 

(Falando assim, ela até parece ser uma heroína saída de uma novela de época. Deixo bem claro que ela é retratada dessa forma no filme, então falarei de sua personalidade representada no FILME. Não li a biografia nem assisti à documentários sobre a vida de Olga, então só o que o filme me passou é que servirá de base para a postagem. No entanto, qualquer curiosidade a respeito da vida dela é válida, portanto, fiquem a vontade para deixar sugestões!)

Olga Benário (Camila Morgado) passou por vários perrengues, inclusive no ambiente familiar. Ela era vista pelos pais como a perdição da família. Quando ela volta para casa após uma manifestação, suja e com ferimentos, ocorre uma discussão entre os pais e Olga. Devido a isso, ela acaba fugindo para Berlim com o namorado Otto Braun (Guilherme Weber). O filme nem entra muito nesse romance, já que Olga fica incumbida de proteger a vida de Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler). A partir daí, temos uma história de amor entre os comunistas. Prestes se apaixona por Olga logo de cara. Olga, num primeiro momento, não está nem aí para ele. Com um toque aqui, um comentário bonito ali, um banho de chuva para sensualizar as coisas (quem viu o filme sabe do que estou falando), Olga acaba se apaixonando também, e tudo está indo muito bem, até que eles são presos! Enfim, não entrarei em muitos detalhes a respeito do enredo a partir de agora. 

As atuações são competentes, mas o filme não explora seus personagens ao máximo. Tudo fica com cara de uma mera novela da Globo, daquelas que já vimos milhares de vezes. A maior parte dos personagens são superficiais, principalmente Luís Carlos Prestes, que é retratado como um cara perdidamente apaixonado pela Olga, e só. O filme até menciona toda a importância de Prestes, mas quando chega a hora de mostrar o personagem, não vemos a significância dele para a história, além de fazer parte de um romance (deveras chato). Dos outros personagens, temos a mãe de Prestes (Fernanda Montenegro), que é até bem aproveitada; e Getúlio Vargas (Osmar Prado), que faz o papel de vilão, e é retratado apenas dessa forma.

Num contexto mais acadêmico, aqui acompanhamos de perto o fiasco que foi a Intentona Comunista durante a Era Vargas, além de perceber toda a perseguição que os comunistas sofriam naquela época. O filme ainda consegue mostrar um pouco da vida nos campos de concentração, mas nada muito detalhado.

Os momentos finais são tristes, e os melhores do filme. Foi realmente uma coisa horrível o que aconteceu com Olga Benário, não apenas com ela, e sim com todos os outros judeus e minorias mortos no Holocausto. 

Olga é um filme que parece representar a qualidade do cinema nacional, mas é, na verdade, uma cópia do drama que sempre esteve presente numa novela da Globo. O filme representa as grandes figuras históricas de forma superficial, sem se dar o trabalho de mostrar toda a sua importância. No entanto, temos um filme com momentos memoráveis, os atores são bons, e é o que uma novela da Globo quase sempre é: um bom passatempo.

É isso, gente. Fica a possível dica pra você que curte um romance, ou uma novela. Mas já aviso: não vá pensando que este é uma obra-prima do nosso cinema, assim como eu. De qualquer forma, é um bom filme.

Nos vemos em breve, então. Um abraço :)

28 de jun. de 2015

(15 Filmes Para o Vestibular # 01) A Lista de Schindler

Olá, pessoal. Como prometido, este é o primeiro dos 15 filmes que me propus a assistir até as vésperas do ENEM. Pra quem não sabe do que estou falando, deixo o link de introdução a esse projeto aqui.

O filme que assisti foi o espetacular "A Lista de Schindler". Com 3 horas de duração, a obra nos conta a história de Oskar Schindler, um membro do Partido Nazista, que salvou a vida de mais de mil judeus durante o período do Holocausto. 

Oskar Schindler vai para a cidade de Cracóvia, na Polônia, com o intuito de fazer dinheiro com a Segunda Grande Guerra, que acabara de estourar. Ele comprou uma fábrica para fazer panelas, basicamente, recrutando judeus como mão-de-obra. Nesse período, todos os judeus da cidade de Cracóvia foram para os chamados "guetos", onde a população judia começara a ser dividida pelas forças nazistas. Durante esse período, o filme conta como Schindler utiliza de todo o seu carisma para subornar oficiais nazis, buscando contratos para selecionar judeus para trabalhar em sua fábrica. Além disso, temos cenas importantes mostrando alguns personagens secundários, judeus, saindo de suas casas e indo morar no Gueto de Cracóvia. A fábrica de Schindler cresce, ele ganha destaque entre oficiais nazistas. Fora isso, ele tem uma boa relação com seus empregados judeus, que mostram-se muito agradecidos por trabalharem ali. 


Os anos se passam, e em 1943, os oficiais recebem ordens para evacuar todos os judeus (incluindo os operários de Schindler) do gueto para um campo de concentração. Também devem liquidar todos os que resistirem à evacuação, ou os não aptos para o trabalho. Esse é um dos momentos mais marcantes do filme, com cenas fortes mostrando a morte de homens, mulheres e crianças. 


Após a retirada dos judeus para o campo de concentração, temos Oskar Shindler tentando manter uma amizade com o oficial responsável por comandar o local. Nisto, Schindler passa a suborná-lo para retirar os operários sobreviventes do campo de concentração. Logo depois, ele passa a contratar mais judeus, consequentemente, salvando suas vidas.

Poderia terminar de contar o restante do filme, mas não quero dar spoilers. Vamos a alguns aspectos importantes, que merecem destaque.

A direção é impecável, com muitas cenas simbólicas; as atuações são excelentes e uma trilha sonora muito bonita. "A Lista de Schindler" é um filme que retrata toda a atrocidade cometida pelo exército nazista contra o povo judeu, durante a Segunda Guerra Mundial. Com maestria, Steven Spielberg conduz uma jornada inesquecível de esperança e horror, com cenas muito marcantes. Uma maneira artística de representar toda a monstruosidade pelo qual os judeus (e outros grupos) sofreram durante o Holocausto.

O filme todo é muito marcante. Você não esquecerá um filmaço desses por muito tempo (a menos que se tenha um coração de pedra, penso eu). 

Assista "A Lista de Schindler". É só o que tenho pra dizer.

24 de jun. de 2015

Projeto: 15 Filmes para o Vestibular

Meus caros, como vão vocês? Faz um bom tempo que não escrevo nada no blog, e o motivo é o ENEM. Não preciso dizer mais nada. Qualquer estudante que já fez ou fará o exame sabe a pressão, o estresse e a correria pela qual passo no momento. Portanto, como motivo para auxiliar-me nos estudos e escrever mais posts para o LiteraMúsicas, vim contar-lhes o meu projeto.

Trata-se de um post que vi no site Guia do Estudante, em que eles montaram uma lista com 15 filmes para ajudar nos estudos. Com o intuito de escrever semanalmente, todos os fins de semana irei assistir um dos filmes, e comentar rapidamente aqui no blog sobre minhas impressões, a experiência, etc.

Os filmes listados são:

  • 1. Olga (2004)
  • 2. O que é isso, companheiro? (1997)
  • 3. A Lista de Schindler (1993)
  • 4. Adeus, Lenin. (2002)
  • 5. Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
  • 6. Xingu (2012)
  • 7. Desmundo (2003)
  • 8. O Nome da Rosa (1986)
  • 9. Lamarca (1994)
  • 10. Central do Brasil (1998)
  • 11. Sonhos Tropicais (2001)
  • 12. Lawrence da Arábia (1962)
  • 13. Missing - Desaparecido, um grande mistério (1982)
  • 14. Lincoln (2012)
  • 15. Mississipi em Chamas (1988)

Quem estiver interessado na lista original, o link estará aqui.

Então, é isso. Se as minhas contas estiverem certas, até o início de outubro terminarei de assistir a todos os filmes da lista. Vale lembrar que não seguirei os filmes na ordem em que estão organizados no site. O que importa é que pretendo assisti-los até as vésperas do ENEM, e volto a ressaltar que essa é uma maneira de trazer mais conteúdo para vocês e para o blog. 

Até o fim de semana, então. Abraço forte!


21 de mar. de 2015

Crítica: Simplesmente Acontece


    O que acontece com um filme que possui um enredo tão simples como Simplesmente Acontece? Pode decepcionar, mas não é o caso.


    O filme conta a história de Alex e Rosie. Eles são amigos desde crianças. O grande "x" da questão é que os dois estão apaixonados um pelo outro, mas por incidentes da vida, a transição da amizade para algo mais íntimo é continuamente adiada. Um dos grandes incidentes é a gravidez de Rosie, o que muda completamente a vida dos personagens.


    A coisa que faz esse filme dar certo é o amadurecimento dos personagens e da paixão deles conforme os anos se passam. Interessante de se ver o amor entre os dois crescendo e se intensificando a cada evento que coloca os sonhos dos dois por água a baixo. Os atores conseguem passar esse sentimento de sofrimento de uma forma muito convincente ao espectador. Chega a ser tão convincente que, próximo do final, você está torcendo com todas as forças para que tudo dê certo entre eles, o que é essencial num filme de romance.

    Há vários momentos dramáticos no filme, mas também existem os "quebra-gelos", que são aquelas cenas bem humoradas; o humor do filme não se baseia somente em cenas explícitas e que (para mim) não tem a menor graça. 


    Uma coisa que me incomodou bastante foi a câmera tremida nos momentos iniciais do filme. Além disso, as cenas que mostram o avanço do tempo na história são rápidas, o que me causou um certo estranhamento.


Apesar disso, o filme é delicioso de se assistir. Nada de excepcional ou original, mas que divertirá qualquer um que assisti-lo. Bons atores, ótima trilha sonora e uma maneira fofa de contar uma história de amor. Acho que ele é uma programação perfeita para o fim de semana.








    




4 de jan. de 2015

Filme: The Babadook

Pois bem, entediado neste fim de semana, acabo por esbarrar por acaso neste curioso filme de terror. É claro que assisti ao filme, pois fiquei muito curioso pela premissa e pelos vários comentários a seu respeito. Só posso comentar que o filme é perturbante.


O enredo nos leva a Amelia (Essie Davis) que perdeu o marido, enquanto este a levava para o hospital. Amelia estava grávida. Acontece o imprevisto: um acidente de carro, levando o marido da mulher. Ela teve o bebê, porém entrou em depressão com a morte do amado. 







Seis anos se passam, e somos lançados para a vida atual de Amelia: ainda em depressão, e o filho Samuel (Noah Wiseman) é problemático, além de ter uma estranha fascinação (e medo) por monstros. Eis que a mãe acaba lendo um livro infantil para o filho antes deste dormir, chamado "Mr. Babadook". O livro, de início, parece ser bem inocente. Entretanto, a leitura vai ficando cada vez mais bizarra, e as gravuras tornam-se sinistras e assustadoras. Após a leitura, Samuel fica completamente descontrolado, afirmando que o Babadook é o monstro que invade seus pesadelos. E paro por aqui.


Posso afirmar que este filme é especial. O motivo: consegui extrair uma essência do filme, coisa raríssima em longas do gênero. Filmes de terror são mal vistos pelo público, talvez por alguns acharem que estarão perdendo tempo se assistirem a algum filme que não quer transmitir nada para o espectador, além da sensação de medo. Aqui temos uma exceção. "The Babadook" é dramático, intenso, emocionante, e - obviamente - assustador.


A relação entre mãe e filho é tensa e a linha entre os dois é tênue. Ora mãe e filho estão passando momentos bonitos juntos, ora estão odiando um ao outro e, SPOILER: tentando matar um ao outro.


A atuação dos dois é incrível. Amelia é uma mulher completamente triste, que não consegue lidar com o passado, nem esquecê-lo. Ela anda de forma arrastada, como se até o fato de locomover-se a deprimisse. O filho não ajuda: por ser problemático, acaba machucando outras pessoas, verbal ou fisicamente. E você vê Amelia tentando lidar com o filho causando problemas, enquanto sofre de depressão. O ator mirim também é incrível.


Babadook demora um certo tempo para manifestar-se, mas o drama entre mãe e filho, a depressão, esquecer o passado, ou não saber lidar com a perda de um ente querido; dá um ótimo material, e o filme aproveita isso muito bem. A história não é focada somente no monstro, e de onde veio o monstro, quem ele é, e essas outras questões. Taí um dos motivos por ser tão diferente. Ele foge dos padrões de filmes de terror hollywoodianos (esqueci de mencionar que o longa é australiano).


Quando Babadook começa a se manifestar, eu já estava tão tenso com as explosões familiares de mãe e filho, que pensei: "Mais tenso que estou, eu não fico." Acabei por me enganar. A atmosfera do filme, além de depressiva, cercada de luto e cores escuras, é perturbadora. Os sons feitos pelo Babadook, os momentos em que aparece, e a voz... Sério, é inquietante, e fazia tempo que não me sentia assim.


O filme é uma alegoria. A depressão é uma doença, embora muitas pessoas pensem que não. Pode nos levar a loucura. O Babadook, creio, representa a depressão de Amélia, mas que só se manifestou quando esta já estava à beira da loucura. Isso pode ser um spoiler, então, estejam avisados: não sei se o Babadook é real, ou se tudo não passou de uma forte alucinação. Acho que cada um tem sua opinião a respeito disso.


Enfim, filme incrível. Para os amantes de terror explícito (com sangue saindo aos litros, e sustos previsíveis e desnecessários) esses podem se decepcionar com "The Babadook". É um terror diferente do que estamos acostumados. Por ser diferente, e cuidadosamente dirigido, bem roteirizado e atuado, entrou na minha lista de filmes prediletos. 

"The Babadook", como disse Stephen King no Twitter, não é somente para ser assistido. É para ser sentido, também.







7 de nov. de 2014

Resenha: Laranja Mecânica




Título: Laranja Mecânica
Autor: Anthony Burgess
Ano: 2004
Número de páginas: 224
Editora: Aleph



Sinopse: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Resenha: 
Olá meus drugues* (amigos)! 
Hoje eu vou falar um pouco sobre esse grande clássico distópico da literatura, o Laranja Mecânica.
Já falei o que eu pensava quando ouvia sobre o nome desse livro né?
Você pega um livro com esse nome, se você não lê a sinopse o quê você pensa?
"Com certeza o livro é sobre uma máquina de suco de laranja que ganha vida e resolve 'esbagaçar' a humanidade - Só que não!
Laranja vem do inglês 'orange' que o autor utilizou de um trocadilho com 'orang-outang' ou seja, orangotango. Estamos falando de um humano (já que evoluímos dos macacos) que é mecânico, é uma máquina, ou seja, pode ser controlado. - Pois bem, agora tudo faz sentido!
O livro é narrado em primeira pessoa pelo jovem Alex, que é preso e submetido - por livre e espontânea vontade - a um tratamento para reabilitação, que acaba fugindo muito dos nossos princípios morais.

A Técnica Ludovico, nome dado ao tratamento de choque, garante a extinção da maldade em apenas quinze dias. Com ele o governo pretende diminuir a superlotação nos presídios e criar uma sociedade pacífica e segura, liquidando o extinto criminoso.
O problema da técnica é que ela não remove a maldade, ela causa mal estar e dores com qualquer pensamento considerado violento ou inaceitável, ou seja, o indivíduo não se torna bom ele só não tem outra escolha.
"A virtude vem de nós mesmos. É uma escolha que só a nós pertence. Quando um homem perde a capacidade de escolher, deixa de ser homem."


Alex, o nosso protagonista, é um jovem amante da música erudita. Completamente apaixonado por Ludwig Van Beethoven, portanto a música clássica é predominante não só no livro como no filme também. - Inclusive no filme Alex cantarola Singing in the Rain, canção de um dos meus musicais favoritos, a canção é de suma importância para o desfecho da história. - Não se deixe enganar pela aparência e gosto musical de Alex, seu maior prazer é a ultra violência.

A escrita é um tanto quanto peculiar. Os jovens delinquentes dessa obra se comunicam com uma linguagem chamada Nadsat, onde o autor se baseou um pouco na linguagem russa e no linguajar da classe operária britânica. A linguagem provoca um certo estranhamento no início da obra, mas nota-se que era essa a intenção do autor.
Como quero comprar a edição especial de 50 anos (por enquanto a minha renda e a minha promessa de não comprar livros até ler os que já tenho não permitem), emprestei o livro da biblioteca da escola e as últimas páginas contém um Dicionário Nadsat, mas garanto que o mesmo não é necessário já que é possível descobrir o significado das palavras pelo contexto, ó meus irmãos. Quando chegar ao fim do livro você já estará falando Nadsat melhor que o próprio Alex. - Linguagem muito horrorshow diga-se de passagem.
"- Desculpas - disse eu, cauteloso. - Eu tive aí uma dor de gúliver e tinha que dormir. Não me acordaram na hora que eu tinha dado ordem. Mas estamos aí, prontos para o que a nótchi nos oferece, não é?"
Sobre a revisão e a diagramação não tenho reclamações. O livro sofreu muitas revisões e já era de se esperar que não houvessem erros.

Quando comecei a leitura, não imaginava que se tornaria uma das minhas favoritas.
Laranja Mecânica, me fez refletir questões políticas de uma maneira bem agradável.
Recomendo o livro para as faixas etárias jovem e adulto e, embora o filme seja bem fiel ao livro, o mesmo é para maiores de dezoito anos devido a cenas de nudez e sexo.

Uma obra excelente que eu recomendo fortemente.
Agora te pergunto:
"Até onde ser uma boa pessoa, pode realmente ser bom?"

Abraços






22 de out. de 2014

Cinema: Crítica O Exorcista

Certa vez, estava assistindo TV em casa. Tinha seis, sete anos de idade. Já era noite, e minha mãe estava no banho. Não me lembro exatamente o quê eu estava assistindo (naquela época não tínhamos TV a cabo, e eu assistia ao SBT), mas começaram a passar os comerciais. Foi aí que me deparei com um anúncio que fizeram do filme "O Exorcista", que passaria naquela mesma noite, mais tarde. Encolhi-me de medo! Jurei a mim mesmo que jamais iria assistir àquele filme, não depois daquele anúncio terrível que fez com que eu ficasse com muito medo. Enfim, os anos se passaram, tomei coragem, e quebrei a promessa...

    O filme conta a história de uma atriz chamada Chris, interpretada pela Ellen Burstyn, que mora com sua filha e alguns empregados. Com o tempo, coisas estranhas começam a acontecer, e todas elas envolvem Regan, a filhinha de doze anos de Chris. Conforme a garota começa a apresentar comportamentos cada vez mais assustadores, Chris acaba por recorrer à ajuda médica. 
 
    É exatamente isso (e vários outros fatores) que faz de O Exorcista um filme tão original e assustador. O espectador já está ciente de que as coisas estranhas que estão ocorrendo (como a cama de Regan tremer violentamente; o cheiro forte e nauseabundo que emana do quarto da garota; os ruídos no sótão; o amigo imaginário de Regan) são sobrenaturais, e provocadas por alguma entidade maligna. Porém, Chris é cética, pensando que tudo não se trata de alguma doença psicológica rara, ou coisa do tipo. Chris leva a filha em vários médicos: desde um simples doutor de clínica de atendimento geral, até mestres de nomes renomados, especialistas famosos no mundo da medicina. E todos eles não sabem o que está acontecendo realmente com a garota.

    Nesse meio-tempo, Chris já está desesperada para tentar ajudar a filha (que a cada momento está piorando), e é em todo esse desespero que ela conhece Karras: um simples padre que tentará ajudá-la, enquanto que nenhum dos melhores médicos puderam fazê-lo.

    O filme não tem todo o foco nos problemas de Regan e Chris. Somos apresentados, antes mesmo de Chris e Karras se conhecerem, ao padre. Conta-se a história dele, e o problema que tem com a mãe doente. Essas cenas são tristes, e cria-se certa empatia entre o espectador e Karras. Isso é essencial num filme de terror: o espectador precisa ficar preocupado ou sentir alguma simpatia pelos personagens principais da história, e nisso O Exorcista não erra. Vemos Chris preocupada e desesperada com a situação cada vez pior em que a filha se encontra; Karras tentando ajudar a mãe e Regan, e - é claro - as coisas horríveis que o demônio força a garota a fazer.


    O medo é algo quase tátil nesse filme, pois ele está presente desde a primeira cena até a última. Não é apenas a cabeça de Linda Blair (Regan) girando de forma medonha; não são apenas as caretas e expressões horripilantes que Regan faz ao estar possuída:, que faz de O Exorcista um dos filmes mais assustadores de todos os tempos. É justamente aquela questão de encontrar-se numa situação tão desesperadoramente ruim que nem mesmo as pessoas mais aptas conseguem resolver o problema. Tudo parece estar perdido. Tudo parece não ter solução.

    Os efeitos sonoros do filme são impecáveis (e assustadores, é claro). A voz do demônio quando este possui Regan, os sons horripilantes e guturais que saem da boca da garota, quando esta está se contorcendo na cama, de forma que chega a agonizar o espectador... Todos esses sons que já dão medo, misturados com os closes medonhos de Regan: sorrindo perversamente, o rosto sujo de vômito verde, marcado de arranhões, e os olhos revirados nas órbitas. Esses elementos são de fazer até os mais corajosos se arrepiarem, nem que seja apenas um pouco.

    Os diálogos entre o demônio e o padre Karras são assustadores. As expressões de escárnio no rosto de Regan; as falas irônicas e as tentativas do padre de identificar  se a garota está realmente possuída por alguma entidade maléfica e os desfechos impactantes de cada um desses diálogos são formas de fazer com que fiquemos arrepiados "até a alma".

    Enfim, O Exorcista é incrível. Nada mais a declarar.