O enredo nos leva a Amelia (Essie Davis) que perdeu o marido, enquanto este a levava para o hospital. Amelia estava grávida. Acontece o imprevisto: um acidente de carro, levando o marido da mulher. Ela teve o bebê, porém entrou em depressão com a morte do amado.

Posso afirmar que este filme é especial. O motivo: consegui extrair uma essência do filme, coisa raríssima em longas do gênero. Filmes de terror são mal vistos pelo público, talvez por alguns acharem que estarão perdendo tempo se assistirem a algum filme que não quer transmitir nada para o espectador, além da sensação de medo. Aqui temos uma exceção. "The Babadook" é dramático, intenso, emocionante, e - obviamente - assustador.
A relação entre mãe e filho é tensa e a linha entre os dois é tênue. Ora mãe e filho estão passando momentos bonitos juntos, ora estão odiando um ao outro e, SPOILER: tentando matar um ao outro.
A atuação dos dois é incrível. Amelia é uma mulher completamente triste, que não consegue lidar com o passado, nem esquecê-lo. Ela anda de forma arrastada, como se até o fato de locomover-se a deprimisse. O filho não ajuda: por ser problemático, acaba machucando outras pessoas, verbal ou fisicamente. E você vê Amelia tentando lidar com o filho causando problemas, enquanto sofre de depressão. O ator mirim também é incrível.
Babadook demora um certo tempo para manifestar-se, mas o drama entre mãe e filho, a depressão, esquecer o passado, ou não saber lidar com a perda de um ente querido; dá um ótimo material, e o filme aproveita isso muito bem. A história não é focada somente no monstro, e de onde veio o monstro, quem ele é, e essas outras questões. Taí um dos motivos por ser tão diferente. Ele foge dos padrões de filmes de terror hollywoodianos (esqueci de mencionar que o longa é australiano).
Quando Babadook começa a se manifestar, eu já estava tão tenso com as explosões familiares de mãe e filho, que pensei: "Mais tenso que estou, eu não fico." Acabei por me enganar. A atmosfera do filme, além de depressiva, cercada de luto e cores escuras, é perturbadora. Os sons feitos pelo Babadook, os momentos em que aparece, e a voz... Sério, é inquietante, e fazia tempo que não me sentia assim.
O filme é uma alegoria. A depressão é uma doença, embora muitas pessoas pensem que não. Pode nos levar a loucura. O Babadook, creio, representa a depressão de Amélia, mas que só se manifestou quando esta já estava à beira da loucura. Isso pode ser um spoiler, então, estejam avisados: não sei se o Babadook é real, ou se tudo não passou de uma forte alucinação. Acho que cada um tem sua opinião a respeito disso.
Enfim, filme incrível. Para os amantes de terror explícito (com sangue saindo aos litros, e sustos previsíveis e desnecessários) esses podem se decepcionar com "The Babadook". É um terror diferente do que estamos acostumados. Por ser diferente, e cuidadosamente dirigido, bem roteirizado e atuado, entrou na minha lista de filmes prediletos.
"The Babadook", como disse Stephen King no Twitter, não é somente para ser assistido. É para ser sentido, também.
























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Wow' Anotado ! Vou assistir assim que der ! :3
ResponderExcluirmundoemcartas.blogspot.com.br
Oi, Markus. Assista. Vai gostar.
ExcluirEu nunca tinha ouvido falar sobre esse livro, até agora. E caramba parece ser muito bom, gostei bastante do enredo do livro. Apesar de "mijona" em relação a filmes de terror, e eu também sou do tipo de pessoa que fica angustiada junto, então acho que... é... hahaha Preciso ver esse filme.
ResponderExcluirBeijos
Lendo & Apreciando
Hahaha! Que bom que instiguei você a ver, Kamilla. Espero que goste do filme!
ExcluirOi Alexandre!
ResponderExcluirCara estava procurando um bom filme de terror pra assistir há tempo, mas estava difícil heim!
Ontem acabei me rendendo ao "Ouija: O Jogo dos Espíritos" que ainda está no cinema, vou assistir "The Babadook" agora, vamos ver o que acho hahaha
Abraços
Espero que você goste, Diego. Ainda não vi esse Ouija, embora li vários comentários a seu respeito. Porém, "The Babadook" é um filme sensacional.
ExcluirAbraço!
Oi Alexandre!
ExcluirEu adorei BA-ba dook dook dook hahahaha
Sensacional mesmo.
SPOILER: Tudo está na cabeça da mãe. Ela sofre de uma doença em que ela cria esse personagem. Ela não conseguiu superar a morte do marido e acaba sempre descontando no filho, além da doença ela também sofre de insônia.
Achei genial que foi ela mesma que criou o livro. Você viu quando as mulheres estão conversando no aniversário da sobrinha é perguntam se ela ainda escreve? Ela diz que tá meio parada, mas que tem escrito e tals. Lembra quando ela vai na delegacia e o se dá conta de que as mãos dela estão sujas de tinta e sai "fugida" do guarda? ELA ESTAVA ESTAVA PINTANDO O LIVRO.
A gente se da conta que foi tudo fruto da cabeça dela.
Sem dúvida um filme excepcional.
Abraços
Hahahahaha! Eu não tinha percebido esse negócio da tinta não, Diego! Que massa! Filme muito bom, mesmo. Genial...
ExcluirAbraço forte!
Alexandre, tô muito curiosa com esse filme. Sim, sou mega fã de filmes de terror - seja ele com tom fantasioso ou não. Lendo a sua crítica me lembrei um pouco de "O Labirinto do Fauno", do Guillermo Del Toro, no sentido em que você chega num ponto que não sabe se a realidade é mais assustadora do que a parte "monstruosa" da história. Parece que esse diretor de "Babadook" conseguiu passar um pouco dessa sensação. Pretendo ver em breve e descobrir se o tal livro em pop-up é capaz de enlouquecer os nervos com um bom enredo eletrizante. Ah, a propósito, adorei o blog e as dicas!
ResponderExcluirBeijos, Emily - http://megsarmybookclub.blogspot.com.br/
Oi, Emily. Que bom que curtiu o blog. No caso de "The Babadook", é uma diretora chamada Jennifer Kent. E, sim, ela dirige o filme e tem total controle sobre ele.
ExcluirTambém gosto muito do Del Toro. "O Labirinto do Fauno" é muito bom.
O livro em pop-up enriquece o filme. Deixa tudo mais assustador.
Abraço!
Cara... Vou ver se assisto! Fiquei bem curioso mesmo! Se o King falou que é bom dever mesmo ser bom haha'
ResponderExcluirMuito bom, gosto muito de descobrir filmes!
BLOG LITERANDO >> http://blogliterando.blogspot.com.br
Assista, Vitor. E confie no Stephen King, ele sabe das coisas. Vou ver se foco mais em filmes este ano, e quem sabe trago resenhas como essa de vez em quando.
ExcluirAbraço!
Oi, Alexandre!
ResponderExcluirQue filme é esse, hein?! Fiquei curiosíssima para assistir.
É bom saber que ele é bem desenvolvido e, principalmente, que os atores dão um show na atuação.
O filme parece ser bem voltado para o lado pisicológico. Vou conseguir um tempo para assistí-lo.
Adorei a dica.
Um comentário desnecessário: Acredita que só agora notei que você e o Diego são "Henriques"?? Que loucura! Os Henriques do LM, s´´o faltava o Rafael ser Henrique também, ahuhauah.
Beijos
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Já tá na minha lista. Adoro filmes do gênero, que mescla terror, drama... Vou aproveitar minhas férias pra assistir :)
ResponderExcluirPS: Eu sei que não tem nada a ver, mas esse filme me lembrou Psicose kkk
http://werenotbestsellers.blogspot.com.br/
Beijão
Nossa que tudo! Não conhecia o filme, mas gostaria muito de ver. Exatamente parei de ver muito filmes desse gênero por não passarem nada de reflexão e tals. Acho que esse é diferente. Vou assistir.
ResponderExcluirBeijos,
Monólogo de Julieta
Olá alexandre tudo bem? Nossa não tinha ideia desse filme mas fiquei bem curiosa é bem o estilo que gosto, like Tim Burton hahah Adorei a dica!
ResponderExcluirAhh estou seguindo vcs, se quiserem conhecer o meu cantinho também, serão super bem vindos!
Beijos Joi Cardoso
Estante Diagonal