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1 de nov. de 2014

LiteraMedo #3 - Final

Oi gente,
Hoje eu quero atualizar vocês de tudo que tem acontecido neste mês.
Pra quem não sabe o que vem acontecendo é só ler a Parte 1 e a Parte 2 do LiteraMedo.

Nas últimas semanas eu estive empenhado em resolver o mistério do tal dia 30/10/1920. E acabei conseguindo reunir fatos importantíssimos para a conclusão de tudo.

"O local onde hoje é o meu bairro, antigamente era uma fazenda de um senhor ricaço e solitário chamado Pelegrini.
Dizem as más línguas que o tal do Seu Pelegrini conquistou tudo que tinha devido à um pacto com o tinhoso, mas isso era apenas boatos (ou não).
Após um certo tempo morando na fazenda, a vizinhança notou que de repente o velho não estava mais sozinho. Estava com uma mulher bela e jovem que tratava como esposa... O problema é que não se sabe de onde essa mulher surgiu, já que nem mesmo os escravos a viram chegar.
Acontece que com a chegada de Madeline - como o velho chamava a mulher - muita gente começou a morrer e outros adoeceram, além dos gados e das plantações da vizinhança que não vingavam. Demorou um pouco, mas os acontecimentos acabaram sendo atribuídos a presença da mulher misteriosa. A mulher acabou sendo tachada como bruxa e outros diziam que ela era o próprio satan.
Um dia, quando o Seu Pelegrini foi resolver alguns assuntos na cidade, a população se revoltou e queimou a mulher "viva" aqui no bairro mesmo.

Quando o Seu Pelegrini voltou a moça também estava de volta como se ela tivesse saído com ele, porém em sua pele haviam algumas marcas discretas de queimadura.
No mesmo dia o Seu Pelegrini desapareceu com a mulher e, diz a lenda que deixou uma maldição sobre as terras.


'Aqueles que aqui habitarem, serão assombrados por Madeline até que 20 almas sejam coletadas.
Pelegrini, 30/10/1920'
 Eu não sei sobre a veracidade dessa história já que a mesma me foi contada por D. Aurora, uma das moradoras mais antigas do bairro com 85 anos.
D. Aurora também me informou que já tivemos algumas mortes inexplicáveis aqui no bairro as quais ela atribuiu a maldição do Seu Pelegrini.

Bom, pra quem acompanha a o blog percebeu que fiquei um tempinho sem postar e quem me acompanha nas redes sociais sabe que eu estava viajando.
Faço curso técnico em eletroeletrônica aqui em Campinas e na última semana eu fui visitar com o colégio a Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, dando uma passadinha também no Paraguai e na Argentina.
Eu não tinha ideia de como acabar com a tal bruxa Madeline, mas precisava pois pelo tanto que ela me assombrava eu poderia ser a próxima vítima.
D. Aurora me disse que a maldição estava sobre as terras e se eu fosse realmente a próxima vítima ela me perseguiria junto com as terras.
Foi aí que tive uma ideia. Já que eu iria viajar por que não levar um pouco da terra amaldiçoada comigo? Largava a terra e o tal fantasma-bruxa-demônio por lá! (como eu sou um gênio).
No dia da viagem levei em minha mochila uma caixa preta de madeira com um pouco da tal terra amaldiçoada.
No meio do caminho o nosso ônibus começo a acelerar muito, as luzes disponíveis para os passageiros se apagaram e o motorista parecia estar acelerando cada vez mais.
Então vi a imagem da bruxa bem na janela do ônibus.

Eu sabia que era ela quem estava fazendo isso e todos poderiam morrer por minha causa. Abri a mochila e joguei a caixa pela janela.
Foi aí que vimos a bruxa com sua cara queimada ir gritando em direção a uma carreta, o motorista dessa carreta perdeu o controle e colidiu com um outro ônibus que estava atrás do nosso.

Salvei a minha vida e a dos meus colegas, mas comprometi a vida de outras pessoas... Me sinto extremamente culpado por isso.
Pode ser que com esse ônibus Madeline tenha coletado todas as 20 almas. Foram 13 vítimas fatais no acidente, mas fica a dica:
-Se for viajar, não passe pelo quilômetro 368 da Deputado Leônidas Pacheco Ferreira.
Com certeza você deve ter visto algo nos jornais.

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Antigamente as lendas e folclores eram contados pelos mais velhos como se eles já tivessem vivenciado, presenciado ou que aquilo aconteceu com um conhecido. Me pergunto porque se perderam essas histórias e esse costume. A partir desse questionamentos eu tive a ideia de fazer o LiteraMedo. Esse foi o último post (atrasado) para finalizar o mês do horror, espero que tenham gostado.
E para os medrosos de plantão, fiquem calmos eu realmente fiz essa viagem e o acidente realmente aconteceu, mas só me baseei nos fatos. É tudo ficção ;)
Foi muito triste o acidente com os estudantes e deixo os meus sentimentos as famílias. 


20 de out. de 2014

LiteraMedo #2

Oi gente!
Como já havia dito antes, coisas estranhas estão acontecendo aqui em casa. Eu falei que tentaria achar alguma prova de que o que vem acontecendo é proveniente de alguma presença sobrenatural.
Bom, vamos aos fatos.
Todos os dias aqui em casa, barulhos estranhos e às vezes até alguns gritos já começaram a se tornar rotina. Fora que eu já não durmo direito há dias!
Na última quarta uma tempestade de ventos se iniciou em meu bairro. Água que é bom não caía, mas ventava, relampeava e trovejava...
Moro em um sobrado e a janela do meu quarto da para uma árvore que fica no quintal. Com a ventania, a árvore balançava e batia fortemente em minha janela.
O vento foi aumentando e acabei acordando com um barulho que já não se parecia mais com os galhos da árvore, se parecia mais com socos. Como se algo estivesse realmente tentando me acordar... De repente me deu uma vontade de beber água, mas para isso eu teria que ir até a geladeira no andar de baixo.
Tentei ignorar a sede, pois não queria descer as escadas sozinho no meio da madrugada.
Olhei no relógio, já eram três horas da manhã e a sede ainda estava insuportável.
Fui ao quarto do meu irmão chamá-lo para descer comigo, mas o mesmo só resmungou e voltou a dormir.
Acabei tomando coragem e descendo sozinho. Abri a geladeira, coloquei a água fresca em um copo e a tomei. Quando voltei até a geladeira para devolver a garrafa d'água eu comecei a ouvir cães latindo no quintal. Achei estranho, já que aqui em casa só temos uma cadela poodle e ela fica dentro de casa.
Entreabri a janela para verificar e os latidos dos cães se tornaram choro, não consegui ver cão algum, mas vi uma mulher pálida com um vestido branco caminhando calmamente pelo quintal. Não pensei duas vezes: Nunca subi aquelas escadas com tanta velocidade!
Fui direto até o quarto do meu irmão e o encontrei suado, coberto até a cabeça e totalmente amedrontado, seja lá o que for ele também viu ou ouviu. O chamei para dormir no meu quarto, mas naquela noite eu não consegui dormir.
Eu me sentei na escrivaninha do computador e amedrontado como estava, só me restava esperar pelo amanhecer.
Para a minha tristeza o meu irmão logo pegou no sono e eu fiquei acordado sozinho.
Eu nem apaguei a luz e mesmo assim eu comecei a ouvir algo rangendo na estante... Eu e meu irmão ganhamos uma vez de presente um cofre de porcelana cada um, ambos com os nossos nomes pintados. Logo que olhei vi o cofre do meu irmão se mover e cair no chão.

Meu cofre

Cofre do meu irmão, Cesar.


Eu estava completamente assustado e tentei correr para o quarto dos meus pais, mas a porta do meu quarto se fechou e a maçaneta nem sequer girava. Tentei chamar ajuda, mas era como se eu estivesse em uma bolha. Nem o meu irmão que estava na cama auxiliar conseguia me ouvir. Tentei tocá-lo para acordá-lo, mas quando o toquei vi que ele estava gelado e também não parecia estar respirando. 
Como disse na primeira parte, as câmeras conseguem capturar tipos de luz que o nossos olhos não captam. Tirei a foto do cofre e já fiquei com a câmera de prontidão. Estive buscando alguma presença estranha pelo visor do celular, mas nada apareceu.
Voltei a me sentar na escrivaninha do computador, quando de repente eu senti uma respiração bem atrás de mim.
Devagar e amedrontado, levantei a câmera frontal do celular e capturei:



"1920" disse a criatura e desapareceu com um grito, enquanto a porta do quarto se abriu me permitindo sair. Simultaneamente meu irmão recuperou o folego: Ofegante.

~o~

Que medo! Preciso descobrir algo sobre 1920. Não tenho ideia de onde eu posso encontrar a história do terreno ou até mesmo do bairro. Alguém tem algum palpite? Será que algo que aconteceu naquela época está para se repetir?

Atenção: Conto baseado em história real.

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Antigamente as lendas e folclores eram contados pelos mais velhos como se eles já tivessem vivenciado, presenciado ou que aquilo aconteceu com um conhecido. Me pergunto porque se perderam essas histórias e esse costume.A partir desse questionamentos eu tive a ideia de fazer o LiteraMedo. O que acharam? Que tal fazer em seu blog também? Se fizer não esqueça de me avisar que eu vou adorar ler ;)
Não se esqueçam de participar dos nossos sorteios:
-A Esperança - Suzanne Collins
-Halloween Literário com 6 livros para 3 ganhadores.



12 de out. de 2014

LiteraMedo #1

Oi gente!
Há alguns dias vem acontecendo algumas coisas estranhas aqui em casa.
Não sei mais a quem recorrer e resolvi registrar tudo aqui no blog, como um diário online mesmo.


Pois é já estamos no dia 12 de outubro, dia das crianças, dia de Nossa Senhora Aparecida, dia de São Cosme e Damião... Mas pelo que eu estou percebendo, o dia não está fazendo diferença e sim o mês.
Outubro: O MÊS DO HORROR...
Não sei quem é ou o quê, mas desde o dia primeiro estou percebendo alguma presença estanha aqui em casa.
Até ontem eu estava ignorando, mas já não consigo mais. Os acontecimentos se intensificaram e tenho muito medo que alguém possa se machucar.
Resolvi que  o ocorrido não é nada normal depois que comecei a reunir todos os fatos:


1) Na última quarta-feira dia 08 de outubro o meu cartão de ônibus simplesmente sumiu. Aqui em Campinas não é mais possível usar o transporte público utilizando dinheiro e é necessário ter o nosso cartão previamente carregado.
Eu não sei o porquê, mas eu estava com o cartão do meu irmão e ele com o meu. Pedi para destrocarmos, mas o cartão estava na mochila dele e eu guardei novamente o cartão dele em minha carteira e disse que só ia destrocar quando ele pegasse o meu.
Minutos depois ele veio destrocar, abri a carteira e o cartão não estava mais lá. No lugar havia uma nota de supermercado. Mas lembro perfeitamente de onde guardei o cartão e também não costumo guardar notas fiscais na carteira.
Mas o pior de tudo era a data na nota fiscal. Tinha impressora em 1920?


O mais sinistro é que consultei esse CNPJ e consta um mercado em Salvador - Bahia. Eu nunca fui pra Bahia!!!

2) Tá. Objetos sumindo pode ser normal, ás vezes foi um descuido e caiu da minha carteira e essa estranha nota fiscal pode ter sido algum erro de impressão.
Mas na manhã de quinta-feira dia 09/10 o espelho de um dos banheiros aqui em casa apareceu quebrado.
Minha mãe ficou muito brava com todo mundo em busca do culpado, mas este não apareceu.

3) Cheguei a pensar que o culpado por quebrar o espelho tivesse com medo de assumir, mas na sexta dia 10/10 às 5h00 da manhã eu fui tomar banho para ir ao trabalho.
Como é de praxe, eu estava meio sonolento e só reparei no espelho quando estava escovando os dentes.

Como assim o espelho está inteiro??? E essa pasta branca??? O que aconteceu em 30/10/1920?

4) Minha casa é um sobrado e ontem 11/10 eu tinha acabado de descer as escadas quando algo caiu do andar de cima. Não me atingiu por um triz! Eu pude ouvir o zuuuum do objeto passando próximo a minha orelha.

Não consegui descobrir que objeto era porque ficou tudo estilhaçado. Coloquei os cacos todos em uma caixa para o lixeiro levar.

Estou muito assustado. A vida real não é como no filme de terror em que você corre destemidamente em direção ao fantasma.
Falei com algumas pessoas e me disserem que pode ser um poltergeist, um espírito que gosta de perturbar e brincar com as pessoas. Isso pode ser verdade já que a maioria das coisas acontece a noite.
Também fui informado de que a câmera do celular consegue captar formas de luz que o nosso olho não consegue. Faça um teste com o infra-vermelho do seu controle remoto.
Acho que a minha missão essa semana é tentar fotografar um fantasma. (Sou muito Louco!)
Lá vou eu correr em direção ao inimigo, espero que ele não se zangue.
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Antigamente as lendas e folclores eram contados pelos mais velhos como se eles já tivessem vivenciado, presenciado ou que aquilo aconteceu com um conhecido. Me pergunto porque se perderam essas histórias e esse costume.A partir desse questionamentos eu tive a ideia de fazer o LiteraMedo. O que acharam? Que tal fazer em seu blog também? Se fizer não esqueça de me avisar que eu vou adorar ler ;)
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